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Não Sinto Nada

domingo, 6 de dezembro de 2015

Postado por:Maria Raquel

Quero beber até dançar até o chão.
Quero beber até não saber o que estou falando.
Quero beber até subir na mesa.
Quero beber até beijar um estranho.

Quero beber até esquecer o que estou fazendo.
Quero beber até ir fazer xixi no matinho.
Quero beber até vomitar em um banheiro qualquer.
Quero beber até não saber como voltar pra casa.

Quero beber até ter que ficar no chão porque tudo gira ao meu redor.
Quero beber até brigar com o DJ.
Quero beber até me agarrar com alguém no meio da pista de dança.
Quero beber até não lembrar do rosto da pessoa que estou beijando.

Quero beber até me sentir livre.
Beber até sentir que nada nunca irá conseguir me segurar.
Até que não tenha nada mais dentro de mim.
Até que eu não sinta mais nada.

Só tenho essa noite.



Isso é uma crônica do Veríssimo

sábado, 24 de outubro de 2015

Postado por:Maria Raquel


A originalidade às vezes falha.

"Genial essa ideia ein"
É pois é... Genial.
Bem original.
Pensei nela assim, do nada.
Sem ajuda de ninguém.

Estava um dia de bobeira e me veio.
Do nada mesmo.
Prontinha na cabeça.
Escritinha desse jeito.
Não tive que tirar nem por.

"Muito boa".
Realmente muito boa.
"Inscreve ela nesse prêmio aqui".
"Bota ela nesse concurso".

"Essa ideia é genial, aposto que ela ganha".

Genial mesmo.
Tão genial que alguém já tinha pensado antes.
E nem tinha me dado conta.
Essa ideia já era do Veríssimo.


Mas pensando bem, Veríssimo nunca seria tão melancólico.

Podíamos Ter Tido Tudo

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Postado por:Maria Raquel


Ontem sonhei com você.
Foi estranho e bom.
Um sonho reconfortante, por incrível que pareça.

No sonho não estávamos juntos.
Nem sei se iríamos voltar a ficar.
Mas tinha um sentimento geral de eu e você.

E por isso estranho.
Porque nós não tivemos nada.
(Pareceu ser nada. Casos de verão não contam para nada.)
- Summer love, happened so fast -
E não acho que vamos ter no futuro.
Mas tem um fundo do meu inconsciente que diz que a gente podia ter tido.

O mais estranho é que não quero ter nada com você.
Não mais.
Já quis, já superei.

Mas o inconsciente da gente é estranho e nos fala coisas bizarras.
Freud sabia disso.
E meu sonho também.

A gente podia ter tido tudo.
Mas na vida real não foi bem assim.
O pior é que meu inconsciente sabe e acho que você sempre soube também.

Mas acordei com saudade.


Todos Esses Caras Que Eu Quase Tive

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Postado por:Maria Raquel

Tenho essa fantasia recorrente na minha mente.
Ela sempre ocorre no futuro, onde minha vida é perfeita.
Emprego, apartamento, frutas e verduras na geladeira.
(Nesse futuro eu tenho uma geladeira.)

Estou andando na rua e nos trombamos.
É você.
Os dois surpresos em se encontrar em uma cidade com milhões de habitantes.
Conversamos, botamos o papo em dia.
É como se nunca tivéssemos nos separado.

Às vezes a rua se transforma em uma grande livraria.
Outras é uma balada barulhenta em que decidimos abandonar nossos amigos e ficar conversando a noite toda.
Outras ainda é um café, uma Starbucks, um lugarzinho obscuro na Augusta.
Um casamento. Um aniversário.
Um show qualquer que alguém me obrigou a ir junto.

Às vezes não é você, mas outro cara.
Outro com quem eu também fantasio.
Outros.
Esses outros também são você.
Eles se transformam em você quando não é você que está lá, trombando comigo.
Sim, é confuso e estranho.
Exceto pra mim.

O cenário muda, o cara muda.
Mas o sentimento é o mesmo.
Uma segunda chance.

Para finalmente fazer certo.
Para finalmente falar o que devia ter falado.
Fazer o que deveria ter feito.
Mudar o que está escrito.
Mudar esse futuro sem você.

Você é todos esses caras que eu quase tive, e todos esses caras são você.
Todas essas oportunidades perdidas.
Essas realidades alternativas.
Esses caminhos não tomados.

E às vezes eu fantasio sobre andar por eles de novo.
Sobre como o destino poderia me dar uma mãozinha e me fazer te encontrar.
Esbarrar em você.
Numa avenida qualquer. Em um shopping.
Num ônibus.

Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.


You Were My Top

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Postado por:Maria Raquel

Tenho um pouco de medo de que você tenha sido o máximo que eu consiga.
O meu topo do mundo particular.
Depois que desci desse seu topo, parece que todo o resto é tão comum.
Tão bobo e comum, tão chato e sem graça.

Tenho medo de acordar um dia e perceber que nunca vou conseguir alguém melhor que você.
Você tinha tudo.
E nada.
E você foi meu topo.

Por pouco tempo, sim.
Mas por tempo o suficiente para me perguntar se vou conseguir te superar.
Não emocionalmente falando.
Nesse quesito já te superei faz tempo.

Mas será que um dia essa sensação de que você foi a melhor coisa que me aconteceu vai passar?
Será que vou conseguir olhar para trás e pensar em você como apenas mais uma estrada?
Não mais meu topo.
Não mais a maior conquista da minha humanidade.

Mas apenas mais um desvio.
Um pequeno morrinho que tive que passar pra chegar no verdadeiro Everest.
No meu verdadeiro topo.
Quem sabe até na minha Lua.


Memórias de Infância

sábado, 24 de janeiro de 2015

Postado por:Maria Raquel

Aleatórias e estranhas.
Desconexas.
Pintadas de sépia.
Não são estranhas as memórias da infância?

Sua mãe deitada em um quarto escuro, sem conseguir se levantar por horas.
Um grande salão com o teto pintado como o céu azul, cheio de nuvens, e símbolos do Zodíaco nas paredes.
(Mesmo criança, você sabia que eram símbolos do Zodíaco. Como?)
Pular para cima e para baixo em um sofá-cama azul escuro com um pedaço queimado de ferro.

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Dura, como uma casquinha. Macio e cheio de chocolate nas divisões.
Uma picada ardida de vespa no dedinho do pé.
Ver o céu depois de uma imensidão de folhas ao escalar uma antiga goiabeira.

Piscina de plástico azul cheia de ondas no fundo.
Foguete de garrafa PET.
Uma fogueira de festa junina de papel celofane.

Roda roda roda. Roda roda roda. Roda roda roda. Rodou.
Ranger de tacos, cheiro de naftalina.
Leite com nescau em um copo de vaquinha.
Geladeira colorida.
Bege. Azul. Vermelha.

Um Voyage antigo com penduricalhos religiosos no painel.
Branco.
Pipoca salgada. Amendoim doce. No cone de papel.

Deitar numa cama de casal.
Acordar sendo levado para seu próprio quarto.
E sempre dormir com a porta aberta.

Sobre Irmãos

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Postado por:Maria Raquel

Sabe quando você vê algo em seu dia a dia e se lembra de alguém.
Então você não vê a hora de encontrar com essa pessoa e contar tudo pra ela.
Não apenas sobre aquilo que você viu, mas tudo.
Tudo o que está acontecendo na sua vida.

Aquele post no Facebook.
Aquela cena no supermercado.
A frase ouvida no transporte público.

Meus irmãos são meus melhores amigos.
Sim, eu finalmente disse.

Às vezes me sinto diferente por tê-los como amigos.
Tantos irmãos se odeiam no mundo.
Tantos irmãos são estranhos um ao outro por aí.

E então temos nós.
Piadas internas de uma vida toda.
Passado, presente, futuro.
Nos irritamos.
Nos entendemos.
Nos amamos.

O que seria de mim sem eles?
Não seria eu.
Não seríamos nós.

Meu Deus, como sinto falta dos meus irmãos.


O Ano Termina

domingo, 21 de dezembro de 2014

Postado por:Maria Raquel

Não é mágico como nossa noção de tempo-espaço muda frenquentemente?
Como ela se transforma segundo nossas percepções?
A claustrofobia diminui os ambientes.
E o tempo é estendido ou encurtado segundo nossas ansiedades ou os acontecimentos que enchem nossas vidas.

Um ano pode ser percebido como dois. Três. Quatro.
“Esse ano foi tão ruim que não acaba nunca. Até parece que foram dois anos em um.”
“Esse ano aconteceu tanta coisa. Parecem que foram uns três anos.”
Esse ano aconteceu tanta coisa que pareceu uma vida.

Uma vida em um ano.
Uma vida com pequenos momentos infinitos.
Pequenos infinitos em que se podia ser tudo. E nada.
Onde nos sentíamos parte do Universo. E o Universo estava dentro da gente. Era a gente.
Momentos em que nossa alma se sentia gigantesca, expandida, como se não fosse terminar nunca.

“E naquele momento jurei que éramos infinitos.”

E aqueles momentos infinitos terminaram.
O ano terminou.

Mas outro já vem nascendo aí.

E com ele mais uma vida de momentos infinitos.

Quase, Mais Uma Vez

domingo, 9 de novembro de 2014

Postado por:Maria Raquel

Fiquei um bom tempo pensando em você mais uma vez.
Você, sempre você.
Por que você?
Não sei.

Seu jazz. Suas piadas. Seu jeito.
Parece que agora tudo se mistura em uma névoa.
Quase nem consigo lembrar seu sorriso mais.

Será que te inventei?
Não. Acho que não é possível que inventasse alguém como você.
Que na primeira vez já veio dizendo: "Você se parece com a Kristen Stewart."
Eu odeio a Kristen Stewart.

Será que inventei sua lembrança?
Provavelmente sim.
Cada vez mais vou esquecendo como você realmente era.
Te tornando um vazio maleável que construo a meu bel prazer.
Uma massinha de modelar em que coloco minhas esperanças.
Uma imagem psicossomática que aparece sempre que necessito.

E mais uma vez, quase te escrevi algo.
Mas então pensei bem.
Para quê?
Apenas para suprir um capricho tolo?
Provar algo?
Tirar um pouco da solidão, consequência da própria vida que escolhi?

Não tenho esse direito.
Temos que viver com nossas decisões e suas repercussões.

Mas ao mesmo tempo, não consigo deixar de pensar:
E se?
E se não for só isso?
E se todo esse tempo esse sentimento não foi inventado, mas verdadeiro?
E se você pensa desse mesmo jeito?

É por isso que, quando eu não envio nada, queria que soubesse, que eu quase envio tudo.


Quase

sábado, 13 de setembro de 2014

Postado por:Maria Raquel

Quase te mandei uma mensagem hoje.
Sim, quase. Sim, de novo.
Escrevi ela praticamente inteira na minha mente.
Quase digitei.
Mas aí percebi o quão lunática estava sendo.

Porque fazem dois anos já.
Dois anos. Dois anos?!
Pois é, dois anos.

Se me perguntassem a quanto tempo não nos vemos iria dizer que há alguns meses.
Que acabei de falar com você sobre o lançamento daquele filme novo.
Porque pra mim sua imagem está tão nítida na minha memória.
Para mim parece que não nos falamos desde o começo do ano.
Mas na verdade foi a quase dois anos.

Dezembro chega, dezembro vai.
E fico nessa, de sempre quase te mandar mensagens.

Dezembro sempre foi uma criança problemática.
Tanto que causa problemas até mesmo em setembro.


Músicas e Pessoas

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Postado por:Maria Raquel

Não sinto mais sua falta. Faz bastante tempo já.
É engraçado que no começo eu pensava muito em você.
Pensava se você pensava em mim.
Essas coisas de gente doida que não consegue deixar as coisas para trás.

Não sei quando foi que parei de pensar em você.
Não foi quando vi a foto de vocês juntos. Nem quando vi seu status de relacionamento mudar.
Mas foi em algum momento entre esse período e o agora.

Não me dei conta até ouvir uma música.
Você veio no meu pensamento.
Mas não era falta que eu senti. Nem amargura.

Foi sim uma sensação boa.
Não bem felicidade, mas um conforto.
Talvez em saber que você dividiu algo importante como aquela música comigo.
Talvez por saber que não sinto mais nada por você.

A música vai ficar pra sempre associada a você.
Mas ainda bem que eu não irei.


Sonhos

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Postado por:Maria Raquel

Sonhos mudam rapidamente. Estão ali e de repente não estão mais.
São substituídos por outros.
Quando você vê PUF é um sonho estranho na sua frente.
Fingindo que vocês se conhecem desde que você nasceu.

Alguns são apreciados no boteco da esquina, ou na padaria daquele conhecido da família.
Outros são repaginados e vendidos por três vezes mais com um nome americano.
Uma mudancinha aqui e ali.
Mas ainda o mesmo sonho.

Os sonhos tradicionais tem aquele recheio simples, que lembra a casa da vó.
Mas então vêm os outros, que não se precisa de um livro de receitas de mais de vinte anos para preparar.
Se encontra na internet, qualquer um sabe.
Um clique e o sonho está ali, na sua frente.

O problema é que nem sempre ele é o que parece.
E tem tantos jeitos diferentes de sonhar que uma formula parece até querer estragar tudo.

Sonho bom é sonho que a gente mesmo inventa.
Em conjunto ou sozinho.
O importante é apreciar o resultado.

Pronto Para Fazer o Pedido?

domingo, 6 de julho de 2014

Postado por:Maria Raquel


Sim. Estou.
Eu quero um cara alto. Mas não tão alto.
Mas não baixo também. Mais alto que eu.
Olha a minha estatura. Calcula lá.

E que seja gostoso.
Já cansei de ficar com cara que não é gostoso. Não compensa, né.
Mas não muito gostoso também.
Não precisa ter barriga definida não.
Six pack não é necessário.

Que seja legal. Fofo. Gente boa.
E que tenha um bom papo.

Não, não.
Esquece.

Quero um bad boy.
Mas um desses bad boys com coração de ouro, sabe.
Um desses que a gente sabe que por dentro é a coisa mais linda que existe.
E que trata a mãe dele bem.
(Todo mundo fala que dá pra saber como um cara vai tratar a garota olhando pra como ele trata a mãe)

Ah, e tem que ter um sorriso lindo.
Uma coisa que não dispenso é ter um sorriso bonito.
Se não tiver sorriso bonito, devolvo sem nem ver o resto.
No mesmo dia.

Tem que ter aquele tipo de sorriso.
Sabe, aquele que quase nunca aparece. Mas que quando surge, faz as pernas ficarem bambas e a gente esquecer completamente o que é a vida.
Sabe do que estou falando, né garçom?

...
Não.
Quer saber?
Esquece.
Me traz só uma caipirinha mesmo.

Voar

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Postado por:Maria Raquel

Descobri como voar.
Não do tipo com avião, balão ou asa delta.
Voar apenas você e o céu.

Em um livro por aí dizem que para voar é necessário errar o chão.
Estar caindo e se esquecer que está caindo. E é assim que se voa.

Não é verdade.

Para voar não é necessário cair, mas sim estar leve.
Já voei muitas vezes, confie em mim.

Algumas pessoas ficam irritadas porque nunca conseguiram voar.
Essas nunca conseguirão.
É preciso não pensar em voar quando se quer voar.
Ou quando se está em pleno ar. Se se toma conhecimento do que está fazendo ou que conseguiu o que queria (voar), então se perde altitude e volta ao chão.

É uma sensação maravilhosa, a de voar.
É como se nenhuma de suas preocupações importassem. Como se tudo ficasse leve, livre.
O ar dos pulmões fica mais puro e o coração bate mais devagar.

Voar pode ocorrer de várias maneiras, mas sempre quando se está fazendo alguma outra atividade:
Apostando uma corrida por diversão com os amigos, subindo no topo mais alto de uma árvore, olhando o céu da varanda de um andar final de um prédio.
É nesses momentos que se inicia o voo.

Nesses e em outros.
Cada um tem seu momento particular para voar.
Às vezes pode acontecer juntamente com outra pessoa.
(Embora na maioria das vezes se voe sozinho.)

Mas cada um sabe quando voou.
Não antes, nem durante, mas logo após voar, se toma conhecimento do que acaba de acontecer.
Você vai saber quando voar. Você vai saber.

The One That Never Was

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Postado por:Maria Raquel


É um tanto irritante o quanto a vida tem o poder de te passar para trás.
Ou te empurrar pra frente, dependendo do ponto de vista.
Você se dá conta e já se passaram meses, anos.

Quando nos despedimos pela última vez, usamos um "Até".
Me lembro bem.
Até a próxima vez que nos virmos?
(Nunca aconteceu.)
Até a próxima vida?

(Tenho certeza que vamos nos encontrar na próxima vida.
Não pode ser que nossa interação seja apenas o que foi.
Sinto mesmo que nossa almas estão conectadas.
E mesmo assim, aquela sensação de perda sempre fica...)

-Não acredito em vidas passadas. Muito menos em almas gêmeas-

Tenho pensado bastante em como nunca tivemos uma chance de ser.
Nem você, nem eu.
(Nem nós? Talvez nós seja querer demais? Forçar muito a barra?)

Ele não me faz chorar. Mas também não me faz rir.
Você me fazia rir.
Você realmente me fazia rir.
(Sinto muita falta de rir)

Melancolia Pluvial

sábado, 8 de março de 2014

Postado por:Maria Raquel

A chuva tem um certo humor. Uma certa melancolia.
Um certo jeito de deixar tudo triste.
Como num filme francês.

Chove e dá um aperto no peito.
Uma noção de que se está sozinho no mundo.
Sozinho no meio da multidão.
Guarda-chuvas não são suficientes para conter essa tristeza que transborda da gente.

Se pudesse chorar, provavelmente choraria.
Mas apenas suspiro de um jeito dramático.
(A chuva pede drama. Não algo novelesco, mas um drama hollywoodiano em que apenas chove o tempo todo.)

Mas tristeza é um sentimento bom.
Bonito, até.
Faz a gente se sentir vivo.
Ter uma certeza de que se está ali. De que se respira.

Por que você não me ligou?


Maçã do Amor

quarta-feira, 5 de março de 2014

Postado por:Maria Raquel

Não costumo gostar de escrever muito sobre o amor.
Sobre as relações interpessoais, claro.
Sobre amor, o sentimento? Não.

Tenho essa ideia de que o amor é uma coisa ridícula.
Se não nos cuidarmos, se não estivermos constantemente alertas, ele toma conta de gente e nos transforma em pessoas completamente perdidas.
Não de um jeito bom.

Não é irritante quando as pessoas só sabem falar sobre uma coisa?
É assim que me sinto em relação ao "amor".
É incrível como a maioria das pessoas só consegue conversar sobre isso.
Sobre quem você está amando no momento.

Não sou uma pessoa de amar outros no momento.
Amor pra mim é de mãe, e só.
De irmão, no máximo.

Amor de outros é estranho.
Como é que alguém consegue conviver tanto com outro a ponto de amar essa pessoa?
De não se irritar com tudo e qualquer coisa que ela faz?
De realmente querer passar anos e anos ao lado dela?

Tudo isso parece lindo. Muito bom, muito bem.
Mas nunca quis nada do tipo. Parece algo indigesto até de se pensar.
Prefiro muito mais maçã ao amor.
E olha que nem gosto de maçã.

O Amor Acaba Para Recomeçar

domingo, 2 de março de 2014

Postado por:Maria Raquel

Outro dia revi Pocahontas.
E acho que descobri porque as pessoas não gostam muito do filme.
Sendo meu filme favorito da Disney e um dos meus filmes favoritos no geral, nunca entendi a pouca atenção que sempre recebeu.

Acho que as pessoas não gostam do filme porque ela não fica com seu "príncipe" no final.
Desculpa se você não sabia.
Mas não estou contando uma grande decepção.
A maioria das pessoas não acaba com o príncipe na vida real.

Aliás, o amor da vida dela nem príncipe era.
Nem era quem dava as ordens por lá. Recebia ordens, isso sim.
Era interessante, mas talvez não era a pessoa mais interessante ali.
Talvez seja por isso que não gostam muito do filme. É real demais para um animação.

O amor não dura para sempre.
Quando dura, são as exceções, não a regra.
Mas essa que é a beleza da vida real: o amor acaba para outro recomeçar.
Tudo tem que ter seu fim para que haja mudança. Para que haja novo começo.

E mudamos muito. Constantemente.
Às vezes alguns amores não conseguem acompanhar essas mudanças.
E acabam morrendo.

Não é uma coisa ruim, no entanto.
Dói, sim, mas é dor gostosa. Dor de esperança. Dor que você sabe que vai desaparecer.
Com o tempo, com a mudança.

Pra outro amor vir.
Outro amor que se encaixa melhor no momento da vida que se vive.

Para, se acontecer, acabar outra vez.
Já dizia o Orixá de Vinicius de Moraes: "amor só é bom se doer"



Mudança Abrupta

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Postado por:Maria Raquel

No baralho de Tarô, a 12ª carta da Arcana Maior é representada pela Morte.
A ideia atual sobre a morte é que ela traz consigo algo ruim.
O fim sem volta.

Mas não é assim na leitura do Tarô.
A Morte para o Tarô representa uma grande mudança.
Uma completa transformação.

Se tivesse feito uma leitura antes de te conhecer provavelmente essa carta sairia.
Estranho assim mesmo, mas as cartas nunca mentem.
Não é o que dizem?

Não fiz leitura nenhuma.
Nem acredito em prever o futuro através de cartas de um baralho.
Parece algo tão tolo para colocar toda uma vida ali.
Mas tenho quase certeza que essa carta estaria entre as outras da mesa.

É que foi algo tão repentino.
Uma mudança tão abrupta.
Que só uma carta de Tarô conseguiria explicar.

Pensando em Você

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Postado por:Maria Raquel

Tenho pensado bastante em você ultimamente.
O que não é uma boa coisa, já que você tem namorada.
Não que eu leve a sério suas namoradas. Não quando você mesmo não as leva tão a sério.
Ou leva, não sei. Talvez você as leve a sério no momento em que está com elas, mas quando não estão juntos não é tão importante assim.

Sinto um pouco de pena delas, na verdade.
Me pergunto se elas sabem no que estão se metendo.
Provavelmente não.

E é por isso que não é bom pensar tanto assim em você.
Porque quando estamos juntos você faz me sentir como se fosse importante.
Mas sei que não é tanto assim.

É seu jeito, eu sei.
E é justamente por isso que não é bom pensar tanto em você.
Mesmo que seja contraditório.
Porque é realmente bom pensar em você.

 

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