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Bons Tempos

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Postado por:Maria Raquel

William Wordsworth, em seu poema de ode à Revolução Francesa, diz:
"Bliss was it that dawn to be alive,/But to be young was very heaven!"*
("Êxtase era estar vivo naquela aurora,/Mas ser jovem foi o paraíso!")

O mundo muda constantemente, mas parece estar sempre no mesmo lugar.
Ser jovem é sempre excitante.
Estar jovem durante uma revolução, é o mesmo que o paraíso.
Ser jovem durante uma mudança maciça no estado de se viver no mundo, é incrível.

É também incrível que a maioria das pessoas não tem a consciência desse "estar vivo no mundo".
Fazer parte de uma revolução sem perceber é tanto uma benção quanto uma maldição.
No entanto, saber estar parte do mundo a sua volta traz um êxtase sem igual.

Vivemos uma mudança de eras.
Em 1800, as grandes revoluções mudaram o mundo.
Em 2000, a internet e nossos celulares mudam o jeito de viver a cada dia.

Há um certo êxtase em estar vivo nessa aurora.
Nessa aurora, apresentada entre prédios, por um vídeo em um site qualquer.
Filmado do outro lado do planeta.

São tempos doidos para se viver.
E são tempos bons para se estar vivo.


*The French Revolution as It Appeared to Enthusiasts at Its Commencement

Azeitonas

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Postado por:Maria Raquel

Segundo a Teoria da Azeitona (The Olive Theory) uma pessoa que não gosta de azeitonas um dia poderá encontrar alguém que gosta e que irá comer as azeitonas rejeitadas de sua pizza.
Isso mostra que pessoas diferentes podem ser perfeitas uma para outra.
Os opostos se atraem e se completam.

Por muito tempo achei que não gostar de azeitonas e dá-las para outra pessoa era um sinal de afeto.
Desperdiçar aquela pequena bolinha colorida da pizza parecia errado.
E quando se está cercado por mais de uma pessoa que está disposta a comê-las por você, dar sua azeitona para alguém parece uma guerra de quem é mais importante.
A minha, por exemplo, sempre ia para meu pai.

Até que a vida muda e você se vê não tendo ninguém a quem dar aquela azeitona.
Parece um desperdício e tanto não comê-la.
Então você o faz.

E não é tão horrível quanto se lembrava que seria.
E continua fazendo. Não parece justo desperdiçar uma azeitona perfeita.
Não parece lógico não sermos autossuficientes. Não parece racional ter que dar sempre ao outro algo que é naturalmente seu.
Passar de fase a fase da vida dando as azeitonas de seu pedaço para outra pessoa.

Quando se passa tempo suficiente sozinho, se aprende a comer as próprias azeitonas.

 

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