Taking Things Too Slow

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Postado por:Maria Raquel Silva

Existe esse negócio de levar as coisas devagar demais?
Sabe, igual em filme de relacionamento quando um diz pro outro:
"Let's take this slow."
É possível conseguir levar o this too slow?

(Assim em inglês mesmo. Ultimamente parece que a vida é o começo de uma romcom ruim dos anos 90 que nunca passa dos primeiros vinte minutos e que o Netflix insiste em recomendar.)

Esse ano era pra ser:
Gostar de alguém que gosta de mim.
Não assustar a pessoa.
Esperar tudo acontecer naturalmente.
(Deixa acontecer, na-tu-ral-men-te. Eu não quero ver, vocêêê chorar)

Deixar o amor encontrar a gente?

Mas acho que nunca fui boa em deixar as coisas acontecerem.
Ou fui até demais.
Deixar pra lá.

A preguiça.
A vida.
O enfado de correr atrás.

E no momento em que se corre atrás parece algo mecânico e estranho.
Quase como um ritual de acasalamento em que é necessário fazer isso ou aquilo para dar certo.
Se algo não acontece, já era.
Procure outro par.
Se conseguir achar outro.

É possível levar as coisas tão devagar, mais tão devagar, que parece que você as levou rápido demais?
Porque muitas vezes o sentimento é esse.



 

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