Noite Feliz

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Postado por:Maria Raquel Silva


Quando eu era criança sempre ficava o ano todo esperando ansiosamente pela noite de Natal.
Todo mundo vinha em casa, e nós (as crianças) tínhamos que esperar até a meia noite, quando alguém (meu pai ou um dos primos/tios da minha mãe) tocava a campainha e deixava na porta um saco (daqueles pretos de lixo mesmo, hahaha) cheio de presentes, fingindo que era o Papai Noel.
Nós fingíamos que acreditávamos que era realmente o bom velhinho, e os adultos fingiam que acreditavam que a gente acreditava.

Para mim, o Natal sempre foi meio que uma data de hipocrisia e fingimento.
Quer dizer, essa época "desperta" o melhor das pessoas.
Mas por que só agora??
Porque não todo o tempo?

Quem foi que disse que os pobres só tem fome na ceia de Natal?
Quem disse que crianças só precisam ganhar brinquedos do Papai Noel ou de um palhaço no Dia das Crianças?
Quem foi o idiota que disse que nessa época temos que ajudar alguém?

E quem é que disse que essa é uma noite feliz??

Porque para alguns todas as noites são realmente felizes. Mas para outros nenhuma delas o é.

Jesus nasceu em um coxo de animais, no meio de um monte de (desculpe o palavreado) merda de vaca.
E depois de 33 anos ainda foi pregado numa cruz.

É, não sou eu que estou dizendo que foi realmente um noite feliz...
Mas quem pode negar, quando por todos os lados os anúncios e o glamour do Natal nos lembram frequentemente que temos de ser felizes?

Talvez, só por esse ano, só dessa vez, possa ser um noite feliz.
Se não por mim, pelo pequeno Jesus.

Paixão Nacional

sábado, 29 de maio de 2010

Postado por:Maria Raquel Silva


Eu nunca liguei muito para futebol.
Não por ser garota. Conheço muitas garotas que comprariam briga pelo seu time do coração.
Talvez por morar num estado onde três grandes times disputam a atenção dos torcedores.
Ou talvez porque meu pai nunca foi muito fanático. Nada de parar tudo o que está fazendo no domingo para ver um jogo. Nada de rojões. Nada de saber quem está em primeiro na tabela do Brasileirão. Ou mesmo quando estaria passando o campeonato. Nada de ir aos estádios e gritar histericamente quando um jogador faz gol.

Mas há uma data, a cada quatro anos, em que minha família não se importa com mais nada, apenas o futebol.
A Copa do Mundo.

Minhas lembranças de Copa são as melhores.
Em 98 nós, estudantes, saímos mais cedo da aula, enfeitamos nossas salas com bandeiras verde-amarelas e fizemos pipoca para tomar com Guaraná enquanto gritávamos com o juiz e ficávamos tristes com a vitória francesa.
Em 2002 acordamos mais cedo do que podíamos nos permitir. Substituímos a pipoca pelo filão e o Guaraná pelo Toddy. E vibramos com a glória do Penta.
Em 2006, com a pipoca e o Guaraná de volta, nos decepcionamos com a quase certeza do Hexa e com a volta antecipada do time.

Esse ano estarei novamente em frente ao meu televisor, com a pipoca e o Guaraná.
Mesmo que o país não consiga o Hexa. Mesmo que a seleção não seja igual à de 70. Mesmo que o jogo já esteja vendido.
Estarei vibrando pelo Brasil, juntamente com milhões de brasileiros.

Afinal, futebol, pipoca e Guaraná são paixões nacionais.

 

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