Eu me mordo de ciúmes. (But not really)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Postado por:Maria Raquel Silva

É assim que a história começa: há uma garota. E um garoto.
Ou então um garoto. E uma garota.
Ou ainda uma garota e outra garota.
Ou um garoto e outro garoto.
Mas o que todas tem em comum, pelo menos pra essa questão específica, é que existe outra garota ou outro garoto envolvidos.

Porque né, a vida é uma bitch.
(Porque se fosse uma slat, seria fácil.)

Nesses idos de tempos modernos saber tudo o que o outro faz já nem é esquisito, e as pessoas não tem nem mais vergonha de dizer "Stalkeio sim, e daí" sem soar psicótico. Acho que querer saber do outro é uma coisa que sempre aconteceu, mas hoje em dia as coisas estão ficando mais escancaradas. Mais abertas.
Todo mundo sabe o que todo mundo comeu no almoço.
Todo mundo sabe o que todo mundo tem.

A curiosidade, além de matar o gato, nos faz ter atitudes que não queríamos. Mas não só ela.

É esse louco instinto humano de possessão. Minha casa, meu carro, meu cachorro, meus amigos, meu marido, minha esposa.
Como é que se tem alguém?
Como é que se torna dono daquela pessoa a ponto de intitulá-la "sua"?

Porque vocês se conhecem, conversam, e um dia aquele sentimento simplesmente aparece. Você, mesmo sem querer, acaba sentindo que a pessoa é sua.
Mas o problema é que ela não é.
Ela é livre pra falar com quem quiser. Sobre o que quiser. E você não pode fazer nada sobre isso, a não ser aguentar. "Se morder" com isso.
Porque se você morder a outra pessoa, ela vai reclamar. E talvez até se afastar.

Guardar o ciúmes pra você, mesmo que isso doa. Porque não é algo racional.

Mas ter um outro também não é.

 

Doces Comentários Ácidos
Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos e bTemplates
Imagens em: Foter
Logotipo original por M.R. Silva e FreeLogoServices