Ser Feliz

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Postado por:Maria Raquel Silva

Nunca entendi muito bem porque nas novelas a vilã sempre tem que destruir a felicidade da mocinha para ser feliz.
Por que ela não consegue simplesmente ser feliz por si mesma? Que se dane a mocinha, por que não procurar a felicidade em outra coisa?

Acho que penso assim porque nunca precisei de muito para ser feliz.
A felicidade sempre foi algo natural a mim. Algo que não se precisa procurar muito para encontrar. Às vezes não se precisa procurar de forma alguma.
Parece até que ela encontra a gente, no momento que a gente menos espera. Quando a gente nem está pensando muito sobre estar feliz ou estar triste.
É um momento em que nossa mente está longe, você percebe a situação a sua volta, sorri e pensa "nossa, acho que isso é o que chamam de felicidade".

Como um dia morno de verão, no banco de trás do carro, com seus pais conversando sobre alguma besteira sem importância, e a paisagem verde da sua terra natal, com campos e mais campos, passando rápido pela sua vista, uma estrada inteira pela frente.
Ou então quando você se senta à mesa da casa da sua avó e come aquele bolo de fubá que acabou de sair do forno, enquanto ela reclama do quanto você está magro e insiste em perguntar porque nunca vai vê-la, mesmo você tendo a visto na semana passada.
Quando sua barriga dói de tanto rir de algo que um de seus amigos falou. Algo provavelmente estúpido, que outras pessoas não achariam a mínima graça, mas que por anos vocês irão relembrar e rir com a mesma intensidade.
Ou quando aquela música que dá vontade de dançar de repente começa a tocar. E sem se importar com mais nada você simplesmente esquece de tudo e começa a dançar.
Quando alguém que você não conhece está lendo seu livro favorito, e você solta um sorriso inevitável.
Uma refeição em família, em que todo mundo fala ao mesmo tempo e você não consegue distinguir nenhuma conversa.

Quando você vê seu nome na lista de aprovados.
A risada de um bebê. Ainda mais se esse bebê estiver sorrindo para você.

Aquela manhã chuvosa em que o despertador toca, você começa a se levantar e lembra que é feriado.

Não preciso ter experienciado a tristeza pra saber. Sou feliz por essas pequenas coisas.
E outras. Muitas outras.
A vida é boa.



 

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